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Violência compromete o potencial turístico do país

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Em todas as grandes áreas de negócios, o marketing e a publicidade são fundamentais. No turismo, então, é essencial que o turista conheça nossas belezas naturais, lugares turísticos, a alegria do povo brasileiro e outros fatores para escolher fazer turismo em nossas terras. 

Mas, infelizmente, a imagem que o Brasil tem mostrado nos noticiários internacionais tem afastado os turistas. A violência e notícias, como índio incendiado em Brasília, massacre na penitenciária do Carandirú, tiroteios freqüentes por assaltos ou briga de traficantes não demonstram um lugar exatamente atraente para passar as férias. 

Nós temos um compromisso social na diminuição dos índices de violência tanto enquanto comunidade quanto como governo, porque se não melhorarmos o nível de violência no país, não conseguiremos aumentar os negócios, o que traria um benefício social muito grande e, num ciclo vicioso próspero, poderia contribuir para a diminuição paulatina da violência. 

O turista precisa sentir segurança para conhecer o Brasil, desfrutar de suas belezas e trazer divisas para gastar aqui. Ora, ninguém quer conhecer uma localidade que está sempre em conflito, ou onde a miséria reina absoluta. O turismo é um lugar para os sonhos se realizarem, as pessoas esperam ser bem atendidas e querem desfrutar de exuberantes paisagens e museus, sem o risco de serem assaltadas a qualquer momento. Claro que outros países também possuem seu índice de criminalidade, mas convenhamos, o Brasil é tido por muitos estrangeiros como um lugar exótico e perigosos e não adianta só divulgarmos o país, se não melhorarmos a infra-estrutura e recepção. 

Difícil? Claro, ninguém disse que as coisas são simples, principalmente lidando com problemas sociais cujas raízes remontam o descobrimento. Mas se tivermos a clareza de colocar a diminuição da violência como meta prioritária, tanto para melhorarmos nossos negócios como para vivermos melhor em um ambiente de harmonia, já terá sido dado um primeiro passo. O movimento de diversas ONGs e os projetos de voluntáriados que visam profissionalizar e recolocar o profissional no mercado de trabalho tem ajudado muito neste processo, porém ainda há muito para se fazer pois se cada um fizer um pouquinho... 

Se não estivermos trabalhando neste sentido seremos como o pobre homem passando fome que encontrou uma pepita de ouro grande e valiosa e colocou em cima de sua mesa, como bibelô e continuou passando fome. Nào vamos deixar isso acontecer... Possuimos um grande potencial turístico para crescer neste país. 
 

Reportagem: Dagmar Sodré Nunes

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