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Negócios

O melhor mercado do Mercosul para investidores estrangeiros

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A economia brasileira se transformou num dos mais importantes centros de interesse para novos negócios e investimentos de grandes grupos nacionais e multinacionais.

Com a criação do Mercosul, surgiu um mercado com mais de 200 milhões de habitantes e um PIB superior a US$ 1 trilhão, no qual o Brasil é de longe a principal economia. 

O processo de abertura da economia brasileira, resultante da opção por um modelo de desenvolvimento que passou a privilegiar maior integração comercial e produtiva com a economia mundial; 

A estabilização da economia brasileira possibilitou às empresas programarem com maior segurança seus investimentos, abrindo perspectivas para o crescimento econômico. A empresas passam por uma reestruturação produtiva possibilitando maior competição. 

O processo de privatização e abertura ao setor privado da produção de bens e serviços, até agora sob monopólio estatal aumenta esta concorrência 

Existe necessidade de grandes investimentos na área de infra-estrutura para aumentar a competitividade da economia brasileira e melhorias nos serviços de turismo. 

Essas condições criaram um ambiente favorável aos negócios, resultando na atração para o país de volumosos investimentos diretos estrangeiros.desde a implementação do plano real registrando aumentos sucessivos a cada ano. 

Grande parte dessa entrada de capitais foi destinada às privatizações. O resto foi para os demais setores, sendo que o de serviços foi um dos que registraram maior crescimento, especificamente a área de turismo, com destaque para hotelaria. 

De acordo com estudos, divulgadas pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe Cepal, o Brasil foi o principal destino dos investimentos estrangeiros diretos na América Latina e Caribe, perfazendo 39% do total recebido. A participação mexicana ficou com 17%, seguida pela Argentina (15%). 

Há amplas oportunidades de negócios no setor de turismo, em geral e de turismo de negócios, em particular. Chega-se a esta conclusão devido ao grande número de lançamentos no setor hoteleiro em todo o estado. O interessante dos dados é que grande parte deles é voltada para turistas de negócios. 

O Estado de São Paulo é considerado um grande agente estimulador das atividades de turismo., por se tratar do maior centro industrial e de serviços da América Latina, Ele é o maior mercado do Brasil e do Mercosul onde são geradas as maiores oportunidades de negócios no País e que conta com uma rede diversificada de serviços , o mercado de turismo em São Paulo está em franca expansão. 

A quantidade de eventos realizados em São Paulo é tão grande e cresce tão rapidamente que se tornou consenso, tanto no âmbito governamental como no privado envolvido com turismo, que é necessário de imediato dobrar os espaços disponíveis para a realização dos que hoje não encontram agenda na cidade. 

A capital tem atraído cada vez mais estrangeiros, sendo que a quase totalidade chegou ao país por via aérea. São Paulo foi a segunda cidade mais visitada por turistas estrangeiros e, apesar de ser um símbolo do trabalho, ela também exerce forte influência sobre as pessoas originárias de outros Estados pois é a primeira mais visitada por turistas brasileiros. 

A distribuição nacional dos investimentos para turismo privilegia muito mais São Paulo; De acordo com a Fipe dos US$ 6 bilhões investidos em turismo no Brasil, US$ 2,5 bilhões estão em São Paulo 

Devido às transformações ocorridas no Brasil após 1994, o turismo brasileiro entrou em uma novo tipo de pensamento voltado para os negócios. Para seduzir atrair consumidores de viagens e de lazer de todo o mundo era apenas utilizada a visão d a existência no País de um deslumbrante acervo ambiental. Mas nesta nova ordem mundial, o turismo passa a ser entendido como um instrumento de desenvolvimento econômico e social, sendo para tanto necessário o estabelecimento de políticas específicas, estratégias de ação e alianças entre os setores público e privado. 

Tem havido nos ultimos anos um grande esforço empreendido pelos setores público e privado do turismo no Brasil, com o apoio do BID, que investiram em obras fundamentais de infra-estrutura básica; a modernização da legislação com o objetivo de abrir mercados para navios estrangeiros explorarem a costa brasileira; as medidas de estímulo à competição no setor de transporte aéreo de passageiros; e a criação de um ambiente propício ao ingresso de capitais estrangeiros no País. 

É evidente que novas iniciativas são vistas com bons olhos favorecendo a criação de um ambiente propício ao desenvolvimento do turismo, mas este ainda é pouco expressivo diante da potencialidade a ser explorada no País. Essas atividades geram 250 milhões de empregos no mundo, no Brasil originam somente 5 milhões. 

Para a superação desse quadro, a definição adequada de prioridades tem grande importância. Um passo significativo nessa direção foi a decisão do governo federal, 

A partir de 1999, o governo estabeleceu como prioritária a atração de um número cada vez maior de visitantes sul-americanos. Segundo a Embratur e a OMT mostram que, do total do fluxo turístico internacional, 80% são constituídos pelo turismo de curta distância, em que os visitantes provêm de países próximos, muitas vezes limítrofes. Dos turistas estrangeiros que vieram ao Brasil ano passado, 62% eram sul-americanos, sendo que metade argentinos. No caso da cidade de São Paulo do total de turistas estrangeiros, 29,5% eram latino-americanos e 18,6% argentinos. 

São Paulo continua liderando no ranking dos estados brasileiros com maior captação de atração de investimentos estrangeiros. Estima-se que, dos US$ 30 bilhões que chegaram ao país, em 1999, na forma de investimentos diretos, 45% foram aplicados no Estado de São Paulo. 

Às vantagens competitivas oferecidas pela economia paulista somam-se aquelas criadas com a privatização de empresas públicas na área de infra-estrutura, entre os setores que mais receberam investimentos, estão as telecomunicações e eletricidade. 

O programa do Governo Federal "Avança Brasil", abre novas perspectivas para o desenvolvimento de oportunidades de negócios, na área de infra-estrutura no Estado de São Paulo, para aquelas empresas que poderão atuar em parceria com o governo federal, estados e municípios. Existem outros empreendimentos além deste, como o Gasoduto Bolívia-Brasil e diversos projetos na área de infra-estrutura de transportes, como viabilização da Hidrovia Tietê-Paraná; modernização do sistema portuário e dos aeroportos; otimização da malha ferroviária; construção da Rodovia do Mercosul, a partir da modernização das interligações já existentes, entre São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Osório, no Rio Grande do Sul. 

Dessa forma, configura-se, na economia paulista, um cenário excepcional para novos e múltiplos negócios relacionados direta e indiretamente ao turismo e hotelaria. 

Reportagem: Ulisses Nunes Sodré

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