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Ecoturismo: uma nova diretriz

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O Brasil apresenta os maiores, mais diversificados e mais atraentes ecossistemas florestais do mundo. A Floresta Amazônica, a mata atlântica, o Pantanal, o Cerrado e a Caatinga são alguns dos amplos domínios ecológicos caracterizados pela exuberante riqueza da flora e da fauna aliada a singulares belezas naturais. Não obstante todo este cenário estimulante, só nos últimos dez anos o governo e a iniciativa privada passaram a dar atenção ao desenvolvimento de projetos de ecoturismo no País.


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Vale lembrar que outros países latino-americanos - como Peru, Equador, Bolívia, Venezuela, Chile, Costa Rica, Panamá e México - ao longo das últimas quatro décadas, foram criando políticas e diretrizes que ofereceram incentivos variados que resultaram na atração de elevados investimentos externos em projetos de ecoturismo, com a construção de centenas de confortáveis hotéis de selva, lodges e resorts em locais paradisíacos, além de realizarem investimentos significativos em treinamento e capacitação de pessoal.

Não esqueçamos que sempre coube aos governos daqueles países estimular a atração de investidores externos por meio da melhoria da infra-estrutura básica (aeroportos, estradas, serviços de saneamento e de telecomunicações), além de incentivos fiscais, como a isenção de impostos, por períodos de até trinta anos, aos novos projetos instalados.

Como resultado prático, naqueles países registrou-se um considerável incremento de fluxo de turistas que têm como alvo as áreas de conservação da natureza, os chamados ecoturistas. Atualmente, estima-se que cerca de 50% dos visitantes recebidos no Peru, Equador e Costa Rica são ecoturistas.

Verificando-se o enorme potencial ecoturístico do Brasil que encontra-se praticamente inexplorado, sob a ótica do desenvolvimento sustentável. As diretrizes estabelecidas e as ações planejadas pelo Ministério do Esporte e Turismo, por meio da Embratur, visando ao desenvolvimento de ecoturismo no Brasil, nos dão a expectativa de que mudanças substanciais poderão ocorrer nos próximos anos.

Todavia acreditamos que se torna imprescindível que os empresários brasileiros despertem para as excelentes oportunidades existentes no País para a realização de investimentos em projetos de ecoturismo. Certamente poderão ser buscadas parcerias internacionais interessadas nesse novo filão de ouro do turismo mundial.

Acredito que investimentos de algumas centenas de milhões de dólares deverão ser feitos em projetos de ecoturismo no Brasil ao longo da atual década, de modo a converter o nosso País no principal destino turístico da América do Sul. Como todos sabem, a Argentina e até o pequenino Uruguai são países que recebem mais turistas que o Brasil, embora sem exibirem grandes atrativos ecoturísticos. Tal situação, certamente desconfortável para nós, poderá ser revertida a nosso favor, desde que haja uma efetiva conscientização e uma pragmática soma de esforços tanto da área governamental (federal, estadual e municipal) quanto da iniciativa privada.

Reportagem: Edmar Nunes Sodré

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