Bagagem extraviada: sinônimo de transtorno

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Na hora de viajar estamos tão preocupados e entretidos com assuntos da viagem que não atentamos para o fato de que nossas malas podem não chegar ao lugar para onde estamos indo. Esse problema é bastante comum, afinal, calcula-se que que mais de dois bilhões de bagagens, entre malas e objetos pessoais, sejam despachados por dia em nos aeroportos de todo o mundo. Desse total, 20.000 volumes acabam se extraviando, mas, felizmente, a maioria retorna aos proprietários no prazo de uma semana. Entretanto, cerca de 400 volumes por dia desaparecem mesmo.

Como se já não bastasse o incômodo dessa situação, os procedimentos para tentar recuperar a bagagem extraviada também não são nada simples, agravados pela grande burocracia. Ao notar a falta de uma bagagem ou a ocorrência de bagagem danificada - outro problema corriqueiro, a primeira providência é informar a algum funcionário da companhia aérea sobre o ocorrido. 

Em seguida, deve-se preencher um formulário chamado P.I.R - Relatório de Irregularidade de Propriedade, que nada mais é do que o relatório de ocorrência. Ele será preenchido com informações sobre a bagagem em questão, como o número da etiqueta, identificação externa, tipo e cor, marca de fábrica, conteúdo , passagem, para que seja constatado o peso do volume extraviado, e assinaturas do funcionário e do passageiro.

Decorrido o prazo estipulado, caso a bagagem não tenha sido encontrada, a empresa aérea é obrigada a efetuar a indenização, desde que o P.I.R seja apresentado. Para indenizar o passageiro em viagens internacionais, o valor do quilo de bagagem é de vinte dólares, e, em viagens nacionais, esse valor 

É variável entre as companhias aéreas, devendo ser obtido direta e especificamente em cada uma delas. No entanto, se a bagagem for localizada após a indenização, o passageiro só terá direito de reavê-la mediante a devolução do valor recebido. Quanto à bagagem danificada ou com sinais de violação (cortes, fechaduras ou cadeados forçados, conteúdo remexido ou volumes rasgados), o passageiro também deve, igualmente, comunicar o fato à empresa aérea e preencher o formulário. Do mesmo modo, a companhia se responsabiliza pela indenização ou reparo da bagagem.

Mas, caso não haja acordo, a alternativa (a saída) é entrar com um processo na Justiça para recuperar o valor dos objetos perdidos e dos danos morais quando envolver extravio de objetos insubstituíveis. Baseadas no Código de Defesa do Consumidor, as companhias aéreas brasileiras, em vôos internacionais, propõem-se a pagar, sem discussão, até 400 dólares por mala extraviada, e em vôos nacionais o valor é de R$ 505, 00. Mas quem não ficar satisfeito, pode e deve continuar a valer-se dos procedimentos legais.

Todavia, há algumas dicas importantes para evitar esses problemas. Entre elas, sempre identificar a bagagem, tanto externa como internamente, com nome, endereço e telefone; checar se todas as malas estão bem fechadas, de preferência com chave ou cadeado; ao despachá-las, certificar-se de que os comprovantes de entrega correspondem ao destino da viagem, e ao retirá-las, verificar se o número da etiqueta é o mesmo número que consta no comprovante.

Autora:
Christiane Barlera
Graduando da 4º ano de Turismo e Hotelaria da
Universidade Norte do Paraná - UNOPAR.
 

 

 

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