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Dicas de Viagem

Moscou - Rússia - Ago/01

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Com cerca de 10 milhões de habitantes, Moscou está situada no centro da região conhecida como Rússia Européia (a linha fronteiriça entre Europa e Ásia corre a 1.300 km a leste da capital). O Kremlin, espécie de triângulo murado, com 750 metros de extensão em cada um de seus lados, é o seu coração. E não apenas do ponto de vista geográfico. Afinal, é dele que partem todas as ruas de Moscou — e que emana todo o poder russo. A Praça Vermelha se destaca ao longo do muro leste, enquanto o Rio Moscou corre junto à muralha sul. Suas águas originaram a construção de 18 pontes pela cidade. Um sistema de canais navegáveis liga o Moscou ao Volga, e a capital ao Mar Negro e Báltico.

Ao ver concluída a Catedral de São Basílio, no século 16, o czar Ivã, o Terrível, ordenou que cegassem o arquiteto responsável. Dessa forma , nunca mais se veria algo comparável. Só existe uma Catedral de São Basílio, um milagre arquitetônico de múltiplas e coloridas cúpulas, em Moscou. Nada, muito menos uma fotografia, pode dar a sensação de quem se defronta pela primeira vez com a construção, que surge na Praça Vermelha, como se fosse tirada de um conto de fadas.

Em nenhuma outra cidade da Rússia você verá tão evidentemente os contrastes do pós-comunismo. Igrejas que foram destruídas e abandonadas durante a época da União Soviética agora estão sendo reconstruídas e restauradas, a construção de novos hotéis contrasta com prédios antigos. Há um movimento  intenso nas ruas, muita vivacidade que reflete a comoção e o excitamento, a dor e o trauma da atual revolução, fazendo de Moscow o lugar ideal para sentir a nova Rússia.

Os moradores da rival São Petersburgo dizem que Moscou é uma grande vila. Tem uma  toque provinciano acaba sendo um dos charmes da cidade, que não é uma grande vila, mas centenas de vilas que se uniram. Do coração de Moscou, onde ficam o Kremlin e suas igrejas, mais a Praça Vermelha, a Catedral de São Basílio, o Mercado Gum e o Teatro Bolshoi, o turista pode jogar uma moeda para cima e, na cara ou coroa, decidir o rumo a tomar. Qualquer que seja a decisão, a cidade o presenteará com dezenas de surpresas.

Uma das atrações mais imponentes, bonitas e impressionantes da cidade é sem dúvida nenhuma a "Praça Vermelha". Aqui você se voltará na história, imaginando como foram os desfiles de armamentos comandados pelo Brejniev e sua tropa. Ainda verá Lênin deitado em seu berço esplêndido há mais de 70 anos, passeio que sem dúvida deve ser feito e não tomará nem 15 minutos do seu tempo.

Ainda nesta praça você ficará encantado de ver a Catedral de São Basílio, com quase 500 anos e cúpulas trabalhadas em ouro. Como tudo praticamente acontece na Praça vermelha, o centro comercial também está aqui, é o Shopping Gum, instalado num prédio do século XIX, abriga lojas modernas (reflexo da abertura da economia) e pequenos "camelôs" vendendo souvenirs e as charmosas madriuskas - bonequinhas de madeira de vários tamanhos, uma dentro da outra.



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Capital da Rússia desde 1918 e capital do comunismo até a derrocada do Império Soviético em 1991, Moscou mantém seu jeito de cidade extraída de um conto de fadas, com as cúpulas de suas igrejas em formato de bulbo. Nenhuma outra polis traduziu o sonho da construção de uma sociedade igualitária, com edifícios e hotéis gigantescos, onde todos tivessem acesso, por exemplo, à cultura — teatros (mais de 30) e bibliotecas (mais de 900).

Hoje, a maior metrópole russa se rendeu à sociedade de consumo e já não tem apenas bonecas matryoshkas (de madeira, que se encaixam uma dentro da outra) para oferecer. Visitar o Kremlin é um passeio bastante interessante. Desde o século 11, ocupa uma área triangular no centro da capital, às margens do Rio Moscou. Sua entrada principal fica próxima da Torre Kutafya. Dentro de seus muros, é difícil não se surpreender com a quantidade de igrejas, todas elas motivo de visita: Catedral de São Miguel Arcanjo (século 16), na qual eram sepultados os integrantes da família real; Catedral da Assunção (séculos 15 e 16); e Catedral da Anunciação (século 15), que serviu de capela para duques e czares.

Outros pontos de interesse histórico são o Grande Palácio, ao lado da Catedral da Anunciação, residência do czares construída entre 1838 e 1849; a Torre do Sino de Ivan, o Grande, de 81 metros de altura; e o Armoury, o mais antigo museu da capital, com acervo que atesta a riqueza acumulada pelos czares durante séculos.

A Praça Vermelha (Krasnaya Ploshchad), a principal praça de Moscou que já foi chamada de "Praça do Mercado", no século 14, e de "Praça do Fogo", pois foi ali que começou o grande incêndio que destruiu a cidade em 1403. O nome atual ganhou força a partir do século 17, quando a cor vermelha começou a colorir telhados próximos às torres do Kremlin. Em russo, krasnaya pode significar tanto vermelho quanto belo. Este último, com certeza, o adjetivo mais adequado para qualificar essa praça, única no mundo. Destaques: Catedral de São Basílio, Mausoléu de Lênin, Mercado Gum e Museu Histórico.

A Catedral de São Basílio que é um dos símbolos de Moscou — e da própria Rússia. Foi construída nos anos 1500 para celebrar a vitória de Ivan, o Terrível sobre os tártaros. Possui nove torres, cada uma ornamentada por uma cúpula, obras-primas criadas pelo arquiteto russo Postnik Barma.

Catedral de Cristo, o Salvador: Gigantesca edificação religiosa construída por ordem de Alexandre I, em 1812, em honra do exército russo, que deteve as tropas de Napoleão. Destruída ao longo do regime comunista, tem sido objeto de um fantástico projeto de restauração. Algumas das cinco torres, de cúpulas douradas, chegam a ter a altura de um prédio de 30 andares

O Mausoléu de Lênin, cuja estrutura de granito, construída segundo o estilo de um templo pré-colombiano (1930). É aqui que o corpo embalsamado do líder russo fica exposto ao público. Atrás do mausoléu estão enterradas outras figuras importantes da história do país, como Stálin, Leonid Bréjnev e Yuri Gagarin.

O Mercado Gum que foi construído no final dos anos 1800, ele já foi a principal loja a serviço do regime comunista. Era aqui que a população moscovita fazia fila na expectativa de voltar com algum alimento para casa. Hoje é um centro de consumo animado, com lojas de grifes famosas e barracas de artesanato. Mesmo se você não estiver interessado em consumir, o Gum vale uma visita pelo notável estilo arquitetônico.

Museus: em Moscow há diversos:
a)Museu Histórico: Construído em 1878, o edifício engloba estilos arquitetônicos de vários períodos. Tem acervo especializado na história do povo russo.
Novaya Ploshchad, 12 Tel.: (7 095) 924-8490

b)Museu de Belas Artes Pushkin: Inaugurado em 1912, é o museu de maior fama no país. O seu acervo engloba obras-primas do mundo antigo ao século 20. Volkhonka ul.,12 Tel:(095) 203-9578

c)Museu Dostoiesvky: Casa na qual o famoso escritor cresceu. Em exposição, objetos pessoais e móveis da época. Dostoyevskovo ul., 2 Tel.: (7 095) 281-1085

d) Museu Tolstoy: Residência do escritor russo, com mobília e artigos de vestuário. Lva Tolstovo ul., 21 Tel.: (7 095) 246-9444

Moscou é hoje a cidade adequada para experimentar receitas típicas (e saborosas) das repúblicas da ex-União Soviética. É o caso do frango à moda de Kiev, preparado com vários condimentos (em especial, o alho) ou raviólis (pelmeni) ao estilo da Sibéria. Em geral, o moscovita alimenta-se de sopa, carne (de boi ou porco), peixe e sobremesas bem adocicadas. Para beber, há sempre vodca, mas o vinho também é muito apreciado (se quiser provar, peça aqueles produzidos na Geórgia ou na Criméia, de qualidade).

Foi-se o tempo em que a vida noturna de Moscou se resumia à programação do Teatro Bolshoi. É verdade que continua a ser uma ótima opção, mas também há grande oferta de bares e discotecas, onde a música rola sem parar até quase o raiar do dia.

Você pode encontrar o que quiser em Moscou (de roupas de grifes famosas aos últimos modelos da Nike), mas vale a pena aproveitar a estada para comprar produtos do artesanato russo. Exemplo: as bonecas matryoshkas (de madeira, uma encaixada dentro da outra) e os chapéus de pele (que podem, naturalmente, ir de encontro ao seu ideário em favor do meio ambiente).

Mercado de Pulgas (Vernisazh): O melhor lugar para fazer compras na cidade. Funciona no Parque Ismaylovsky, aos sábados e domingos. Além de bonecas e roupas típicas, há grande oferta de peças de antiquário e tapetes do Cáucaso, vendidos a preços acessíveis.

Um resumo de sua de história

I - Ivã, o Grande

A região cortada pelos Rios Moscou e Volga é habitada pelo homem desde tempos remotos. Em nossa era, sabe-se que os vikings, originários da Suécia, cruzaram o Báltico e se estabeleceram no território por volta do século 9, erguendo as cidades de Kiev e Ninji Novgórod.

O Kremlin e seus arredores começaram a ser construídos ao longo do século 11, mas a fundação de Moscou é atribuída a Yury Dolgorukiy, príncipe de Suzdal, em 1147. Quase um século depois, a cidade foi conquistada pelos mongóis, liderados por Batu, neto de Gengis Khan. Moscou tornou-se um principado e teve as primeiras casas de pedra erguidas ao longo dos anos 1300, por ordem de Ivan Kalita. Nessa época, cerca de 30 mil pessoas viviam ao redor do Kremlin. Em 1380, o príncipe Dmitry conseguiu derrotar os mongóis, mas estes se vingaram dois anos depois, destruindo Moscou por completo. Entretanto, a cidade rapidamente se recuperou, tornando-se o centro do país no século 14.

Entre 1462 e 1505, Moscou foi governada pelo príncipe Ivã III, também chamado o Grande. Foi ele quem conseguiu unificar as terras (e os povos) ao redor da cidade, determinando os novos limites. Além disso, contratou os serviços de arquitetos italianos para construir monumentos e edifícios que deveriam torná-la uma "nova Roma".

II- Ivã, o Terrível

Ivã IV, conhecido como o Terrível, adotou o título de czar (da Rússia) em 1547. Com objetivos expansionistas, derrotou os tártaros em Kazan e Astracã. Em 1571, a cidade possuía mais de 100 mil habitantes e era um dos principais centros políticos do mundo. Após o reinado de Boris Godunov, Moscou foi vítima da invasão de poloneses e lituanos (1610). Destruída pelos invasores, teve de ser reconstruída em 1626. Com a expulsão dos inimigos, Mikhail Romanov, de apenas 16 anos, foi eleito czar por um conselho de nobres, dando início aos três séculos da dinastia Romanov, período de consolidação do poder em Moscou.

III- Pedro, o Grande
Entre os séculos 17 e 18, Pedro, o Grande, deu impulso à modernização da cidade, com a construção de edifícios e a implantação do sistema sanitário. Ele funda São Petersburgo, a capital do império, em 1712, mais próxima das rotas de comércio ocidental. Entretanto, Moscou continuava a representar o "coração" da Rússia. Em 1812, forças comandadas por Napoleão invadiram o país e, após a sangrenta batalha de Borodino, ocuparam Moscou. A população só concordou em deixar a cidade após queimá-la, destruindo-a quase por completo. Com a retirada de Napoleão, iniciaram-se os trabalhos de reconstrução de Moscou (1813).

IV- Revolução Russa

A população de Moscou cresceu muito na virada do século. Em 1914 havia mais de 1 milhão de pessoas em seu território. Iniciava-se a Primeira Guerra Mundial e a Rússia, em conflito com a Alemanha, inflingiu pobreza e miséria ao seu povo. Em 1917, uma insurreição comandada por Lênin conquistou o poder, com o apoio dos moscovitas, ansiosos de se verem livres do domínio czarista. No ano seguinte Moscou reconquistou "de fato" a posição de capital do país, já que havia o temor de que São Petersburgo seria presa fácil para os exércitos alemães. Finalmente, em 1922, Lênin criou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), elegendo Moscou a sua capital. Sob o pulso forte de Josef Stálin (1924), a cidade foi alvo de um grande plano de urbanização. A população ganhou a primeira linha de metrô (1935), entre outros melhoramentos. Quatro anos depois começava a Segunda Guerra Mundial. Entre russos e alemães, foi firmado um pacto de não-agressão. Mesmo assim, exércitos nazistas invadiram a Rússia (1941), mas não conseguiram se apossar de Moscou.

V- Abertura ao Ocidente

Em 1985, Mikhail Gorbatchov assumiu o poder do então frágil Partido Comunista e começou a pôr em prática reformas inspiradas em dois ideais: glasnost (transparência) e perestroika (reestruturação). A União Soviética tinha seus dias contados. Boris Iéltsin, chefe do PC de Moscou, acelerou o processo de reformas, com a sua eleição para a Presidência da recém-criada Federação Russa (1991). Desde então, a capital continua a servir de espelho dos novos tempos, abrigando os sinais de opulência e miséria provocados pela desestatização e liberalização da economia do país
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Quando ir ?

Entre junho e agosto, o verão faz com que Moscou seja diariamente animada pelo calor, ainda que a temperatura média não deixe o turista brasileiro muitíssimo satisfeito: em geral, é de (apenas!) 17 °C.
O inverno, rigorosíssimo, com temperaturas negativas de dois dígitos, começa em novembro e só termina em abril. Setembro e outubro, meses de outono, são considerados os mais belos, mas é bom lembrar que há frio suficiente capaz de afastar os viajantes acostumados às temperaturas tropicais
Não se esqueça que o turista necessita de visto para visitar Moscow,que pode ser providenciado nos consulados.

Em nenhuma outra cidade da Rússia você verá tão evidentemente os contrastes do pós-comunismo. Igrejas que foram destruídas e abandonadas durante a época da União Soviética agora estão sendo reconstruídas e restauradas, a construção de novos hotéis contrasta com prédios antigos. Há um movimento intenso nas ruas, muita vivacidade que reflete a comoção e o excitamento, a dor e o trauma da atual revolução, fazendo de Moscow o lugar ideal para sentir a nova Rússia.

Reportagem : Yoko Nakamura

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