Assalto em Lua de Mel - Abr/03

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Gostaria de registrar um fato ocorrido em agosto deste ano. No dia 17 de agosto, me casei. No dia 18, fomos para a praia de Serrambi, em Pernambuco, em pacote comprado na CVC Viagens e Turismo. Ao chegarmos no aeroporto de Recife, fomos recepcionados pela empresa Arruar, e conduzidos a um ônibus da
empresa Natureza. O aeroporto ficava a 65 Km do resort Intermares, por isso o motorista sugeriu que fossemos conhecer um ponto turístico em Recife antes mesmo de irmos para o hotel. Ao chegarmos no tal ponto turístico, nosso ônibus foi abordado por quatro assaltantes armados, que renderam todos os passageiros e levaram todas as câmeras fotográficas, filmadoras, e toda a bagagem de mão que estavam no ônibus. Fomos ameaçados e passamos por momentos de muita tensão. Um dos ladrões chegou a tirar a aliança de casamento da mão do meu marido.

Após o assalto, vimos que haviam levado uma filmadora, uma câmera fotográfica, todo nosso dinheiro (que não era pouco, pois sabíamos que o resort ficava em local afastado de bancos e por isso havíamos sacado um valor alto), talões de cheques, além de muitos outros objetos, entre eles a única cópia da filmagem do nosso casamento. Fomos até a delegacia de Recife e fizemos o boletim de ocorrência, perdendo assim o resto do 1o. dia de nossa lua de mel. Na delegacia fomos informados de que aquele lugar é conhecido como um dos mais perigosos de Recife, e que nenhum motorista poderia ter levado turistas até lá.

Imediatamente a empresa Arruar, contratada pela CVC, entrou em contato e disse que nos restituiria todo o valor perdido no dia seguinte ao ocorrido, para que não precisássemos acionar o seu cliente, a CVC. Conversamos com os outros passageiros, que eram funcionários de um banco em São Paulo, e decidimos que esperaríamos a restituição.

No dia seguinte não tivemos nenhuma notícia da empresa, e somente no terceiro dia, recebemos parte do que haviam nos roubado em dinheiro. Como a nossa perda era alta, a empresa disse que entraria em contato na semana seguinte ao casamento para nos restituir. Passamos os sete dias da lua de mel com receio de sairmos do hotel, e sem dinheiro para fazermos todos os passeios que queríamos. Além disso, o resort deixou muito a desejar em termos de alimentação (em um dos dias cerca de 10 hóspedes passaram mal, inclusive eu e meu marido, o que nos faz crer que foi a comida), de entretenimento e de acomodação.

Duas semanas após nossa volta a São Paulo, a empresa Arruar entrou em contato com meu marido, e foi estipulado um valor para a restituição, que seria pago em três parcelas. Recebemos a primeira parcela no dia 02 de setembro, com a garantia de que o valor seria depositado em 02 de outubro e dois de novembro.

No dia 02 de outubro, entramos em contato com a empresa e não conseguimos falar com o responsável. O mesmo se repetiu por uma semana, e sempre éramos informados de que a pessoa não estava na empresa, e que ela entraria em contato.

Somente no dia 15 de outubro, após deixar um recado de que entraríamos em contato com a CVC se o valor não fosse depositado, uma pessoa nos ligou e disse que não poderia nos pagar, pois a empresa não tinha o valor disponível, e que era para esperamos.

Acho que isso demonstra total falta de respeito com o cliente, estamos nos sentindo verdadeiramente lesados. Entrei em contato com a CVC, que no site possui apenas uma ficha de "Fale Conosco". Até agora não recebi nenhum retorno.

Acho que além do que perdemos materialmente, tivemos uma lua de mel completamente frustrada e ainda perdemos a fita da filmagem do nosso casamento. Isso deve ser solucionado.

Muito obrigada

Por:
Tatiana Paranhos
Analista de Comunicação
Trench, Rossi e Watanabe Advogados
Associado a Baker & McKenzie
São Paulo-SP Brasil
 

 

 

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