Península do Maraú - BA - Nov/04

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Ao iniciar o ano contemplando paisagens maravilhosas como as da Península do Maraú, no sul da Bahia, eu tive a certeza de que 2004 seria um ano mágico. Mesmo tendo a consciência de que há muitos lugares para eu conhecer e apreciar eu pensava já ter visto lugares que iguais eu não encontraria.

Chegando em Maraú eu fiquei encantada com a beleza do lugar, com a magia que o local exala. Eu estava em Itacaré e de lá resolvi fazer o passeio. De lá, o passeio gira em torno de 100 reais. De Itacaré atravessamos o Rio das Contas e chegamos na estrada que nos levaria para a Península. Foram 9 pessoas. O caminho geralmente é feito por Toyota ou Land Rover, nós preferimos a segunda opção. Na trilha há trechos muito íngremes que carecem de certa habilidade do motorista. Nós fomos com um cara que conhece muito bem a trilha e é um super entendedor de turismo de aventura. Nossa primeira parada foi em um lugar, que mais parece um mirante, chamado Morro da Bela Vista ou Morro do Celular. De lá é possível ter uma bela vista de uma boa parte do que o passeio reserva.

A segunda parada foi na Lagoa Azul, um lugar paradisíaco, uma lagoa cercada por montanhas e por uma vegetação farta de Mata Atlântica. A água é super gostosa, e quem está dentro dela sente-se uma extensão do que Deus criou de melhor. Da Lagoa Azul fomos para a Vista do Farol, um dos pontos mais altos da Península. De lá fomos para a Ilha do Sapinho onde foi necessário pegarmos um barco para chegarmos .

A Ilha é um vilarejo de cerca de 60 pessoas, ou até menos. Da Ilha fomos para a praia, chamada Taipus de Fora. A praia é linda, longa, cercada por coqueiros e areia branca. Nela já é possível encontrar quiosques e movimento. Enfim, a Península de Maraú é um lugar fabuloso que merece ser visitado antes que o turismo se massifique, como aconteceu com Porto Seguro nessas duas últimas décadas e está começando a acontecer em Itacaré. Isso é uma pena, pois o excesso de turismo modifica a estrutura primitiva do local, trazendo comércio e depredação.

E nem todo turista tem consciência ecológica. Turismo sim, mas com educação!

Autora: Andréia Vitório

 

 

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